Serrilha - Coisas que me deixam feliz

nos letreiros

Handpainted type é um projeto bacana do designer Hanif Kureshi que busca preservar a arte dos pintores de letreiros na Índia. Os letreiros fazem parte da paisagem indiana junto com o trânsito caótico e a exuberância de cores.

Muitos pintores tem abandonado seu ofício, ameaçados pela facilidade e rapidez de produção dos bureaus que fazem banners de qualidade duvidosa e sem nenhum charme.

Kureshi não apenas documenta como também digitaliza as tipografias dando metade da renda obtida com a venda da fonte para o pintor e utilizando a outra metade para a manutenção do projeto.

O bacana é que ao invés de oferecerem variações de peso, as fontes possuem diferentes níveis de cores e ornamentos se aproximando assim da aparência original da tipografia nos letreiros com tridimensionalidade, sombras e contorno bem marcado.

no radinho – parte 2

Em um dos primeiros posts do serrilha eu compartilhei alguns podcasts que acompanho. A maior parte deles era sobre design e áreas afins, mas de uns tempos pra cá eu comecei a aumentar a minha gama de opções. Eis minhas aquisições ao longo desses dois anos:

99% Invisible Programas de rádio curtos e super bem feitos sobre design, arquitetura e tudo quanto é coisa interessante.

A Life Well Wasted Um programa de rádio sobre video games e pessoas que amam jogá-los.

The Truth Dizer que são radionovelas é diminuir o conteúdo desse podcast, mas pense em filmes em que você não está vendo as imagens.

You Are Not So Smart Tão interessante quanto o blog, o podcast aborda mecanismos psicológicos, percepção da realidade e o autoengano contínuo do nosso cérebro. Ok, assim ficou parecendo chato, mas juro, é turbo bacana.

linha do tempo

Ainda não tive o prazer de ter essa pepita em mãos, mas certamente o recém lançado Linha do tempo do design gráfico no Brasil será minha próxima aquisição.

Trata-se de uma pesquisa de três anos que reúne e organiza dois séculos de produção gráfica no país compondo sua narrativa com livros, cartazes, capas de disco e revistas.

Com prefácio de Steven Heller e organização de Chico Homem de Melo e da designer fera Elaine Ramos, que também é responsável pelo projeto gráfico, o livro de 700 páginas vem com uma sobrecapa que pode ser montada de quatro formas diferentes.

Um registro valioso e mais que necessário da cultura visual brasileira.

uma coleção de stills

O site Movie Titles Stills Collection, curado pelo designer Christian Annyas, é uma fonte de inspiração infinita.

Nessa lindeza de site você pode ver os créditos de abertura e encerramento de diversos títulos desde 1919 até os dias de hoje.

Como já diz a descrição, o Movie Titles Stills Collection, não tem o objetivo de ser uma coleção megalomaníaca de todos os filmes do mundo e, sim, um apanhado dos filmes assistidos por Annyas.

É curioso observar, através dos stills, as escolhas tipográficas ao longo das décadas.

créditos de abertura

O pessoal do site The Art of the Title Sequence fez esse curta bacana que reúne aberturas notáveis através dos anos.

O filmete foi exibido antes do anúncio dos finalistas na categoria Design de Sequência de Abertura do evento SXSW – conferência de música, cinema e interatividade que acontece anualmente em Austin, Texas.

O The Art of the Title Sequence é curado por Ian Albinson e Alexander Ulloa, e funciona como um grande arquivo on-line com créditos de abertura de filmes e séries de TV do mundo todo. Para quem não conhece, vale a visita.

via Angelo

na encolha

As fotografias de Vivian Maier são incríveis! Quase tão incrível quanto as fotos é a história da descoberta de seu trabalho. Enquanto escrevia um livro sobre a história do Portage Park em Chicago, John Maloof arrematou cerca de 30.000 negativos em um leilão com a intenção de utilizá-los para ilustrar o livro. Apesar de não ter conseguido usar as fotos de Maier em seu livro, dois anos depois, Maloof se deu conta da preciosidade que tinha em mãos e começou a revelar as fotos e compartilhar através do blog Vivian Maier – Her discovered work. Desde então, Maloof adquiriu mais de 100.000 negativos, cerca de 2.000 rolos de filme ainda sem revelação, 3.000 fotografias impressas e ainda uma dúzia de filmes em 8mm com o trabalho de Maier.

Vivian Maier nasceu nos Estados Unidos, cresceu na França e ao retornar ao país de origem trabalhou como babá por 40 anos. Aparentemente ela não tinha vida amorosa, família e ninguém realmente próximo. Em seus dias de folga, Maier costumava tirar suas fotografias, que raramente eram impressas. As fotos foram tiradas entre 1950 e 1970, principalmente nas cidades de Chicago e Nova York e revelam ruas agitadas em belas composições.

Dois anos após sua morte, os retratos que ninguém viu começam a ganhar visibilidade (fosse essa a intenção de Maier ou não). De janeiro a abril, o Chicago Cultural Center recebe a primeira exposição com o trabalho de Maier e, seu descobridor John Maloof, junto com Anthony Rydzon, estão arrecadando fundos para fazer um documentário sobre a vida de Maier.

p.s. A primeira foto é um auto-retrato.

papel, papel

Já fazem alguns anos que a New Page, maior produtora de papéis revestidos da América do Norte, publica a revista Ed. A revista, que tem como objetivo ajudar designers a entender as possibilidades que o papel pode oferecer, agora tem um companheiro online, o site Ed Lives Here. Além de expandir o alcance da publicação, o site é também um ótimo recurso com glossário interativo, infográficos sobre papel  e exemplos de processos de impressão explicados através de animações em flash.

abrindo o acervo

Para onde vão os designers depois de 50 anos de trabalho? O inglês John Lloyd decidiu disponibilizar no seu site seus trabalhos como designer gráfico e diretor de criação, desde 1960 até os dias de hoje. O acervo foi concebido como um recurso educacional e certamente faz parte da história do design gráfico britânico.

fontes em uso

Lançado há poucos dias, o site Fonts In Use mostra fontes (errr…) em uso. A maior parte das fundidoras costuma ter uma sessão separada para mostrar suas famílias tipográficas sendo utilizadas, mas no Fonts In Use, você pode fazer busca por fonte, meio de comunicação e área de conhecimento (ciências, literatura, tecnologia). Sam Berlow, Stephen Coles e Nick Sherman são as mentes por trás da empreitada, que apesar de recente, já tem uma bela seleção de exemplares.

sem layout

Dica do meu amigo Fernando, o site No Layout é uma biblioteca digital para editoras independentes focada em livros de arte e revistas de moda. O objetivo do site é dar apoio a este tipo de publicação impressa, permitindo que o usuário folheie o conteúdo sem ter que baixar a revista ou o livro.