Herb Lubalin

O segundo livro que me fez tirar dinheiro do porquinho foi Herb Lubalin: American Graphic Designer, 1918–81. Eu já declarei meu amor pelo barbudo algumas vezes aqui no serrilha e essa admiração começou quando ele se tornou tema do meu projeto de conclusão na faculdade.
Para mim, Herb Lubalin junto com Saul Bass, Paul Rand e Alvin Lustig representam o fino do design americano.

Entre as coisas que aprecio no trabalho de Lubalin é que ele abandona regras básicas da tipografia e enxerga os caracteres como formas e comunicadores de mensagens.
A tipografia é arranhada, dobrada, rasgada para transmitir uma ideia ou introduzir o inesperado à página impressa. Em seus typograms, conceito e forma visual eram unidos em breves poemas tipográficos.




Lubalin argumentava: “Nós fomos condicionados a ler da maneira que Gutenberg organizava seus tipos, e por quinhentos anos as pessoas vêm lendo letras excessivamente espacejadas em linhas horizontais, que Gutenberg espacejava muito distantes umas das outras… Nós lemos palavras, não caracteres, e colocar as letras mais próximas ou apertar o espaço entrelinhas não destrói a legibilidade; simplesmente muda os hábitos de leitura”.

Herb Lubalin: American Graphic Designer, 1918–81 foi escrito por Adrian Shaughnessy e publicado pela Unit Editions, são 448 páginas ilustradas por centenas de trabalhos de Lubalin. Se você também quer ser feliz, é possível comprar o livro aqui.
p.s. Eu não perderia a oportunidade já que o último livro sobre o designer foi lançado em 1985. O clássico raro é vendido em leilões esporádicos e a preços absurdos via ebay.


















