Serrilha - Coisas que me deixam feliz

cartazista

Sexta foi meu último dia de trabalho e, agora que estou indo seguir os passos da chefia, me dei conta que ainda não tinha falado do nosso trabalho por aqui.

Responsável por grande parte dos cartazes do cinema nacional, o trabalho do Studio Ana França Design é fino que só. Ana França e companhia, passeiam com propriedade por diversos estilos para atender aos variados temas abordados nos filmes.

O Studio está cheio de novidades e mudanças, sala nova, novo designer e novo site. Se você ainda não conhece o trabalho da Ana, definitivamente vale a visita.

o design de Bea Feitler

Dois livros lançados semana passada fizeram minha mão coçar. O primeiro deles foi O Design de Bea Feitler publicado pela Cosac Naify.

Escrito e organizado pelo historiador Bruno Feitler e com análise gráfica de André Stolarski, o livro tem importância histórica não só por trazer a tona o trabalho pouco conhecido da designer aqui no Brasil como também, reflete um pouco da época de atuação de Bea.

Bea Feitler estudou na Parsons School of Design em Nova York e em seu retorno ao Brasil trabalhou rapidamente na revista Senhor, fez cartazes para teatro e produziu capas de livro para a Editora do Autor. De volta a Grande Maçã, foi trabalhar como assistente na revista de moda Harper’s Bazaar sendo promovida a codiretora de arte aos 25 anos.

Além da Bazaar, Bea esteve envolvida com diversas revistas, entre elas a Rolling Stone, Vanity Fair e a Ms., revista do movimento de liberação feminina durante a décade de 70.

Feitler utilizava a tipografia para fazer narrativas visuais e tinha um olhar afiado para o uso da fotografia, tanto na produção como na edição de imagens. Bea morreu aos 44 anos deixando um corpo de trabalho impressionante, vale a compra com certeza.

sabadabada

Conheci o Sabadabada durante uma pesquisa de projeto de faculdade. O site visualmente é uma tosqueira só, mas pode se dizer que é um diamante a ser lapidado. Trata-se de uma coleção de mais de 15 anos de discos de música brasileira das décadas de 60 e 70.

Na sessão de capas você pode se deliciar com centenas de discos organizados meticulosamente por gravadora e número de catálogo.

Além das capas, o dono da coleção (Peter), ainda disponibiliza álbuns inteiros para download. Coisa fina!

rejane dal bello

Adoro o uso destemido de cor, tipografia e formas geométricas nos trabalhos da designer turbo talentosa Rejane Dal Bello.

Morando desde 2004 na Holanda, Dal Bello tem verdadeira facilidade de circular entre clientes institucionais e culturais e atendê-los com igual qualidade. Seus trabalhos mostram uma linguagem visual forte e consistente.

Aqui embaixo fica um vídeo produzido para a AIGA Chicago onde ela fala um pouco sobre seu processo, trabalho grátis e otras coisitas más.

P.S. Quão maneiro são esses livros de processo dela?

linha do tempo

Ainda não tive o prazer de ter essa pepita em mãos, mas certamente o recém lançado Linha do tempo do design gráfico no Brasil será minha próxima aquisição.

Trata-se de uma pesquisa de três anos que reúne e organiza dois séculos de produção gráfica no país compondo sua narrativa com livros, cartazes, capas de disco e revistas.

Com prefácio de Steven Heller e organização de Chico Homem de Melo e da designer fera Elaine Ramos, que também é responsável pelo projeto gráfico, o livro de 700 páginas vem com uma sobrecapa que pode ser montada de quatro formas diferentes.

Um registro valioso e mais que necessário da cultura visual brasileira.

é carnaval!

Enquanto hoje, em boa parte do mundo, é dia dos namorados, no Rio de Janeiro há algumas semanas já é carnaval e, para aproveitar o clima de folia, segue um post sobre a revista Arlequim.

Lançada em 1927, a publicação semanal durou apenas um ano e agora Brasiliana, biblioteca da USP, disponibilizou 25 fascículos da revista.

Com suas capas compostas por ilustrações de losangos típicos nas roupas dos arlequins, a revista nos dá um panorama bacana da época através de seus textos, anúncios e ilustrações.

via Catherine (não vaaaaai)

mesa e cadeira

Documentos e inscrições entregues, é hora de começar o ano! E começo com uma iniciativa turbo bacana que conheci através do blog da querida Tereza Bettinardi.

Idealizado por duas ex-alunas da Fabrica, a brasileira Barbara Soalheiro e a inglesa Francesca Wade, o Mesa e Cadeira consiste em workshops com um profissional esperto e um grupo pequeno de pessoas talentosas trabalhando juntos durante uma semana para resolver um problema, atender um briefing. O importante dos encontros é fazer, errar, aprender e crescer com o processo.

As próximas edições acontecem em março e maio, com Anthony Burrill e o pessoal do It’s Nice That, respectivamente. Agora só me resta procurar uma brecha no trabalho para ir pra São Paulo por uma semana.

DiaTipo DF

Nesse sábado rolou o DiaTipo DF, encontro organizado pelo Tipocracia que reúne designers, calígrafos, tipógrafos e pessoas apaixonadas por letras. O evento contou com palestras de Elaine Ramos, Eduilson Cohan, Fabio Haag, Fabio Lopez e Dino dos Santos, entre outros.

A falta de verba me impediu de ir para Brasília, mas, como o Henrique Nardi é uma pessoa tecnológica, pude acompanhar ao vivo via internet as excelentes palestras. Aqui em cima fica a palestra da designer fera Elaine Ramos, da Cosac Naify.

bossa

Desde que fiz um projeto de faculdade relacionado a Bossa Nova nutro verdadeira admiração pelo trabalho de Cesar Villela. Villela foi responsável por dar forma aos discos da Elenco, selo criado em 1962 por Aloysio de Oliveira que gravou os principais nomes do movimento.

Com um estilo inconfundível, com grande utilização do espaço em branco, fotos em alto contraste e alguns elementos gráficos pontuais em vermelho, Vilella buscava se destacar pela concisão, um respiro em meio à poluição visual das capas de disco da época.