a lustig for life

Meu apreço pelo trabalho de Alvin Lustig começou no meu projeto de conclusão de curso onde decidi estudar três designers americanos e Lustig era um deles. A quantidade de informação sobre seus trabalhos e sobre o próprio Lustig era, e ainda é, escassa. Talvez por ele ter vivido tão pouco (40 anos), ele quase não apareça nos livros de história do design, nem mesmo nos grandes. Philip Meggs dedicou apenas 2 parágrafos e 5 fotografias a esse incrível designer no seu A History of Graphic Design*.
Conhecido por sua excelência em praticamente todos os campos de estudo do design, Lustig foi reconhecido por suas capas de livro. Nelas, ele rejeitava o design típico das capas da época, que buscavam resumir o livro através de uma única imagem generalizada. Ele costumava ler o texto e tentar captar o espírito do autor, para depois reafirmar este espírito em seus próprios termos gráficos.

Lustig utilizou abordagens diferentes para cada série de livros publicados por diversas editoras. Em suas capas para a New Directions e Ward Ritchie Press fez uso de construções não representacionais com “fios” tipográficos de metal. Na série New Classics, utilizou desenhos simbólicos influenciados por artistas como Paul Klee, Joan Miró e Mark Rothko.

Suas capas mais famosas foram para a série Modern Reader, nelas a fotografia foi utilizada como ferramenta de abstração. Para a série de livros que focavam em crítica social, filosofia e história (Meridian Books), Lustig optou pela tipografia como elemento representativo, sendo sempre utilizada sobre fundos chapados de cor.
No site dedicado a ele dá para ter uma ideia do excelente trabalho que ele desenvolveu. Aqui embaixo fica a introdução do livro The Collected Writings of Alvin Lustig**.

* Terceira edição.
** A imagem da introdução une as frases que aparecem distribuidas por várias páginas no livro original.
1 comentário
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